terça-feira, 16 de junho de 2026
Amizades
segunda-feira, 8 de junho de 2026
Ciclos
E está praticamente no fim o primeiro ano do mestrado. Foi
num instante. ainda ontem estava titubeante a iniciar a (longa) licenciatura e
agora estou já tão adiante nos meus sonhos, que parece impossível. Mas é
verdade! Quando acordamos de um pesadelo e decidimos ter uma pinga de coragem,
alguma coisinha linda nasce.
Não é o mestrado pelo mestrado. É o caminho que estou a
fazer e que o envolve. É abrir o mundo; é crescer; é olhar para dentro; é ter
paz. É conhecer novas pessoas, novas visões e horizontes.
Venha agora as férias com os festivais e as bejecas. As
tardes de praia e a erva para apanhar na quinta. As maratonas de séries e
sestas. Os churrascos e as gelatinas no terraço. Venham! O estágio espera por
mim em setembro. Estou doido por ter uma sala cheia de miúdos inquietos e
curiosos.
sábado, 30 de agosto de 2025
Aqui a vida segue
Há que vir cá. Foi aqui que tudo começou e aqui vai continuar. Tanta vida para viver, tantas emoções em vez de reações. Aqui quero continuar. Onde aprendi a ser gente. Mesmo que os companheiros desses caminhos distântes estejam nas suas outras aventuras, a minha continua. Mais que os facebookes desta vida, quero a delicadeza e o tempo sem limites destas terras blogueiras. A ver se arrumo a casa, abro as janelas e convido alguém para um refresco no terraço.
segunda-feira, 20 de novembro de 2023
Pseudo epilogo
É hora de atirar a poeira ao ar e deixar o vento dançar com ela. É hora de dizer que a história que suporta este blogue saiu dos bastidores e assumiu o controlo do palco. O escritor, na sua vontade de viver, respirou, rasgou e prendeu fogo à sua vida. Como a conhecia. Como outros a conheciam. Como canta Sara Tavares, "pôr fogo na casa, ter peito e espaço pra morrer. E renascer... e renascer"
Cerca de 15 anos atrás, comecei a ultrapassar o limite da minha existência. O limite que me tinham colocado para a minha existência. Aquele que me sufocava e estava a sugar o oxigénio da minha dignidade. E esse passo foi aqui, perante uma página em branco que me ofereceu toda a liberdade do mundo. Cruzei palavras, ideias, sons e imagens. descobri e descobri-me. Falei, escutei, e cresci.
Depois quando pensava que estava pronto para voar, cai. Estrondo e humilhação. Um passo em falso fez-me deixar de ter fé em mim, em tudo o que tinha conseguido. Deixei de acreditar. Deixei de viver novamente. Mas a semente estava lá. Não morreu, apenas hibernou. E depois de lamber as feridas, voltei. Eu já não era o mesmo, o mundo já não era o mesmo, e a verdade escorria dentro de mim.
Até que chegou o dia da mudança. Para a verdade e para a paz. Sou livre como a liberdade pode existir num mundo imperfeito. Com o preço que a liberdade custa. Encontrei o amor que via na vida de outros. Encontrei-o na genuinidade da vida, com as suas alegrias e dores. Com as emoções do que vale a pena. O caminho é agora a dois.
Valeu a pena. Demorou, mas o que importa é que não se pare. Nunca.
domingo, 25 de abril de 2021
Depois do adeus
Quando alguém tem o poder de nos dar, num gesto, num par de palavras, num olhar, a mais doce das emoções, a mais genuína das alegrias, e.
E, depois, com a mesma facilidade, colocar-nos no mais escuro dos abismos onde nem conseguimos recordar que cor tem uma nesga de sol.
Essa pessoa tem o maior dos poderes sobre nós. Não o tirou violentamente das nossas posses, não. Entregamos-lhe sem pudor e sem hesitação. Não sei efectivamente se foi dado, conquistado, oferecido, rapinado ou simplesmente atirado com empenho.
É maravilhoso e horrível ao mesmo tempo, sentir essa fragilidade. É a vida num canto de ópera, numa canção de Chico Buarque. É uma faca que ao penetrar nos causa um orgasmo e uma dor intensa na medula de todos os ossos.
Será que é a vida a pintar-me com as suas cores mais intensas ou mais um capitulo de uma maldição que não me larga?
terça-feira, 24 de novembro de 2020
Existe um plano traçado na areia do deserto. Está lá. Construído nas horas vagas do céu estrelado.
Quando o vento sopra, e confunde a minha escrita, torno a escrever. Torno a colocar o dedo entre os pequenos grãos de rochas e detritos e esboço novamente o que quero. O que o sangue fervente me dita. Com uma calma que é a máscara da fúria e dos soluços. O ciclo é assim. Vento, teimosia, vento, teimosia, vento, teimosia...
Sei que quando deixar de ser teimoso, vou morrer. Como já morri antes, como já tinha nascido morto. (Não sei se já tinha contado esta parte.)
Sem grandes explicações transcendentais para a teimosia do dedo perante o vento, escuto a vida que passa ao lado.
