terça-feira, 16 de junho de 2026

Amizades

Às vezes tenho medo de quem chega muito perto de mim. Emocionalmente. Medo do eventual abandono. Medo que goste muito da pessoa e que ela um dia se vá. Seja de que maneira ser. Abrir-me e ser abandonado. Não que seja pegajoso, não senhor. Mas sou apegado aos mimos prometidos e dados. Sinto depois a sua falta e sofro pela carência.

Assim, que é sempre uma coisa agridoce e semigelada quando começa a promessa de amizade com alguém. Mas é isso que faz o valor da amizade crescer. A sua imprevisibilidade e risco extremo. Nada de novo e tudo inédito.

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