
Ando entretido em assuntos “técnico-informáticos”. Instalei o Linux no meu computador, nomeadamente o sistema operativo Ubuntu. Ando revoltado contra as ditaduras das maiorias. Em muita coisa. Também na informática. (Windows, Windows, Windows… caro como o caneco, e porque não experimentar outras opções?)
Assim, decidi aceitar o conselho de instalar os dois sistemas simultaneamente para explorar o Linux sem correr riscos de paralisar o meu ritmo e o meu trabalho no PC, que por enquanto, ainda está controlado pela ditadura da maioria. (curiosas as metáforas da vida…)
Bem, mas sendo curioso como um gato pensei: “Ubuntu? Que raio de nome é este?”, e vai dai, toca a escarafunchar. Descobri que o nome Ubuntu é um conceito tradicional africano cuja tradução mais ou menos livre poderia ser: ”crença numa ligação universal de partilha que conecta toda a humanidade”.
Até vem na ajuda do sistema operativo uma citação interessante do Arcebispo Desmond Tutu: “Uma pessoa com ubuntu é aberta e disponível para os outros, apoia os outros, não se sente ameaçada quando os outros são bons e capazes, porque ele ou ela tem uma confiança própria que advém de saber que ele ou ela pertence a um todo que é diminuído quando os outros são humilhados ou diminuídos, quando os outros são torturados ou oprimidos.”
Nisto, que uma coisa leva a outra, deparei-me com o símbolo simpático do Linux. O que é? O que é? Um pinguim. Assim que lembrei-me do nosso companheiro de blogue com o mesmo nome de guerra. Vai dai, decidi dedicar-le também umas palavritas.
É justo eu dizer, sem desprimor para outros, que é um escritor marcante na minha blogosfera. Foi dos primeiros a comentar um post meu, dando-me ânimo em virtude dos desafios que o início pode trazer a quem não está habituado a este mundo singular. Regularmente, deixa-me singelas, mas significativas observações. (Que eu levo muito a sério)
E com a preocupação que manifesta por tantos de nossos companheiros, imagino o tempo que abnegadamente despende para se ocupa de escrever, ler, pensar, comentar e ainda dar uma atenção pessoal a quem lhe deixa mensagens no blogue. “Pinguim, quando for grande quero ser como tu…”
O seu blogue para mim foi, e é, uma lição. Uma lição de como um homem pode amar outro homem com dignidade e sentimentos nobres. (Venho de um mundo onde isso é digno de se ir para o circo, senão para o manicómio…)
Uma lição de como contar histórias interessantes, de informar sobre a actualidade, de ter humor e sobretudo de demonstrar uma imensa fé. Fé em que se pode viver sem que a ditadura das maiorias nos castrem. Fé em que todos estamos ligados uns aos outros, seja qual for as nossas opções de vida. Fé de que, ou todos estamos bem, ou todos somos humilhados e diminuídos.
Pinguim, tenho pouco tempo aqui, mas isto é sincero. Como vês tinha várias razões para me lembrar de ti, além do bonequinho do Linux.



