sábado, 24 de novembro de 2007

Falhar.

Esta é a palavra que mais se repete na minha existência. Falhar. Deixar de atingir objectivos, alvos, o que se deve ou se tem que fazer. Mas, por que falho?

Que "ganda" confusão…
Desconfio que é porque aquilo que devia atingir não é aquilo que quero. Sei que ser de determinada maneira é aquilo que os outros esperam de mim. Aquilo que produziria melhores benefícios. Aquilo que é consensualmente considerado certo.

Mas, após tanto tempo entendi que tenho uma camada de verniz que é para consumo público e que oculta o que sou, o que quero e o que considero importante. Conseguirei continuar assim? Valerá a pena continuar assim? Para quê? Será isso verdadeiramente falhar? Será que afinal consigo atingir o objectivo de ocultar-me?

Por vezes considero que o único fim da minha existência é ocupar um lugar. Tipo uma prateleira, que lá serve para segurar livros, ou um pneu que serve para o carro andar. Tenho que fazer coisas para segurar e fazer andar os que estão á minha volta. Mais nada…

E mesmo nisso estou a falhar.
Se calhar tinha mesmo que falhar. Não é vida para ninguém. Ninguém pode viver assim.

Bem vindo ao meu mundo. (Que maneira tétrica de começar… Imagine-se os próximos episódios.)

5 comentários:

pinguim disse...

O primeiro post de um novo blog, geralmente não tem comentários, ou terá poucos, pois ninguém ou pouca gente sabe da existência do mesmo.
Eu, depois da tua visita, vim espreitar o teu blog, e ao reparar que ainda estava "curtinho", resolvi começar pelo princípio; ainda não li mais nenhum post, mas quero dizer-te que gostei muito do teu "cartão de apresentação".
Benvindo à blogosfera, caro amigo.
Abraço.

Paulo disse...

Agora é só para te dar as boas vindas a este incrível mundo dos blogues. prometo voltar com mais tempo. Um abraço

socrates dasilva disse...

pinguim, obrigado pela tua gentileza. Vou tentar estar á altura.

socrates dasilva disse...

Paulo, as boas vindas são impecaveis para quem dá os primeiros passos. bem haja.

Paulo disse...

Não te preocupes que depressa aprendes a andar. Eu também não cheguei há muito ao mundo dos blogues. Com calma, ganhas velocidade cruzeiro. Vais ver que vai correr tudo bem, até o teu processo interior!
Um abraço