quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Quanto vale um abraço?



Proveniente do blogue Por Detrás do Muro recebi “um muito grande, e verdadeiramente fraterno” abraço, representado pelo desenho acima.

O André Couto é o autor de uns textos impregnados de substância, de carácter e, simultaneamente, temperados com as inquietações de quem observa e sente o mundo que nos rodeia, e deslumbra-se com as pequenas/grandes maravilhas que a vida, nos seus mistérios, proporciona.

Gostei do desenho. É bonito. Gosto de gatos e de ilustrações assim. Fofinhas e de traços cândidos.

Por todas estas razões recebo com muito estima e gáudio este abraço virtual, ainda mais com a generosidade das palavras que o acompanham.

 

O acto de receber este prémio implica um exercício de escrita para responder a três questões. São elas:

 1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?

2 - Quem nunca abraçarias?

3 - Quem davas tudo para poder abraçar?"

 

Bem, aqui vão as respostas:

1 – Primeiro tenho que dizer que não sou propriamente uma pessoa efusiva. Considero o abraço um acto exclusivo para com quem tenho uma forte amizade e confiança. Dou um abraço quando tenho mesmo vontade de o dar. Admito que, por outro lado, tenho abraçado pouco a algumas pessoas a quem o desejava fazer mais.

2- Sendo vago, nunca abraçaria alguém sem apetecer-me. Por nenhuma razão senão a de que não existiria sinceridade da minha parte. O abraço não é para mim, um panfleto que se entrega à entrada da estação de metro. Para a maioria das pessoas com quem lido diariamente um educado aperto de mão chega, e em alguns casos raros, até acho demais.

3- (Ui… Que maneira dramática de colocar a questão! Dar tudo…)

Vou embarcar na ideia de que, na resposta, devo referir a quem gostaria de abraçar um dia. Tenho que mudar o tom do meu discurso, pois realmente, existem alturas em que gostava de ser de outra maneira. Acho que realmente devo expressar um pouco mais os meus sentimentos. Mas, são hábitos instintivos de autodefesa, acumulados durante muito tempo. Que se há-de fazer?

Comecemos. Gostaria de dar um abraço a algumas pessoas que têm conquistado a minha admiração e amizade no decorrer destes quase dois anos de blogosfera.

Gostava de dar um abraço ao meu pai, aos meus irmãos e a três amigos em especial. Um abraço dado depois de uma certa conversa. Um abraço dado mesmo após sofrerem uma decepção. Um abraço apenas. Nem eram precisas palavras.

 

Agora, ditam as regras que devo reenviar este abraço. Já tive oportunidade de em outras ocasiões mencionar, com destaque, alguns blogues que merecem a minha elevada estima. Deixo regularmente abraços neles quando comento. Hoje queria dedicar este prémio, um abraço e um beijinho aos blogues de meninas (perdoem a familiaridade…) que, com a sua presença, alegram o meu Castelo d’areia.

 

Violeta

Free_Soul

Carpe Diem

Paula Cristina Rocha

Cristina Siqueira

Jasmim (este com saudade…)


(E a resposta à pergunta colocada no título é, para mim: quando sincero, pode valer a vida!)

13 comentários:

pinguim disse...

Prémio merecido, respostas sinceras e correctas e um belíssimo critério na selecção das nomeações (as saudades da Jasmim também a mim me afectam...)
Abraço.

Violeta disse...

Querido Sócrates
Ainda bem que hoje estou "up"... é que um abraço assim, ainda por cima representado por um gato deixa qualquer violeta enternecida.
Muito muito obrigada.
Juro que me enterneci mesmo!

Violeta disse...

Ah!
fiquei tão, tão... que me esqueci de dar as respostas, aqui vão elas:

1 - Quem mais gostas de abraçar no presente?
porque o mão cão está a morrer e perderei todas as oportunidades de o fazer: o meu cão.

2 - Quem nunca abraçarias?
muita gente, muita gente, porque um abraço é sagrado não é coisa que faça a qualquer pessoa.Assim de repente: Alberto João Jardim

3 - Quem davas tudo para poder abraçar?"
Pela impossibilidade real: a minha mãe!

rato-do-campo disse...

Tal como diz o pinguim, é um prémio bem merecido. Deixo-te também eu um grande abraço!

free_soul disse...

Sócrates, gostei do teu abraço e devo dizer-te que irei responder já já...um beijo
(ps gostei muito do "meninas")

free_soul disse...

A resposta merece ir para o meu blog e será lá que as farei...( esqueci-me de dizer isto na outra mensagem)sorry...

Socrates daSilva disse...

Pinguim,
Bem hajas pelas tuas palavras.

Em relação às minhas “nomeações”, embora tenha referido que aprecio e agradeço a presença no meu blogue, é justo, e importante, acrescentar que principalmente são autoras de blogues que muito aprecio ler.
Abraço!


Violeta,
Grato estou eu por tudo! Gostei imenso de ler as tuas respostas pela comoção que envolvem.
Bj grande!


Rato do campo,
Nem sabes o sorriso que assumi ao ler este nick! Que saudades, pá!
:-)))
Bem hajas. Um abraço XXL!


Free_soul,
Gosto muito também de te ler. Obrigado eu!
Abraço e Bj

Vasco Matos (rato-do-campo) disse...

Pois... Ressuscitei o nick creio que sabes bem porquê. Assim como ainda ruminei uns dias a hipótese de regressar a estas lides, e também sabes porquê. Mas, como também sabes, ainda que possa escrever minimamente bem, nada há de extraordinário nos conteúdos. Não tenho veia de jornalista, e a única forma de respeitar os que exercem a função por direito próprio é deixar o seu a seu dono. Além disso, a opinião que tenho sobre determinados assuntos, ao contrário do que muita gente pensa de si mesma, vale o mesmo que as demais e não pretende sobrepôr-se ou ter força de lei. Já o Larry Flint dizia que as opiniões são como o olho do cu, cada um tem o seu e faz dele o que quiser. Num mundo cada vez mais cheio de flatulências opiniativas, não me parece que se aufira grande proveito de comentários acicatados por terceiros para serem feitos em blogues de pessoas que não conhecemos de parte nenhuma, como me chegou a acontecer a mim. Como já te disse várias vezes, não tenho jeito para beija-mãos (muito menos para lambe-cus), daí que apenas compreenda certos comportamentos com base, ou em devoções mal dirigidas, porque velhas de meia dúzia de dias ou de jantarinhos de comadres, ou a toxicodependências que já terão atingido um grau de irrecuperabilidade que a mim não me diz respeito, nem tão pouco terei instigado. Triste também de quem se compraz com tais formas de crochet. Pessoalmente, nunca senti essa necessidade, o que faço, faço-o eu, sem agentes, mensageiros, ou advogados, e mais nada! Apesar dos pesares, cada vez tenho menos paciência para certas bichices, e, quanto a falsidades, dou-me melhor com aquelas que a minha intuição permite ver, ou não, através dos rostos com que me cruzo todos os dias, e que já dão o trabalho que dão sem a cobardia do anonimato de que as pessoas por vezes se servem nos blogues. Se eu podia ter um blogue em que escrevesse o que me apetecesse ignorando todo e qualquer tipo de comentário arruaceiro de forma a continuar a levar a vida sossegada que tenho vivido desde quase sempre? Poder, podia, mas não era a mesma coisa...

Abraço, e desculpa a extensão e a confusão do desabafo!

Vasco Matos (rato-do-campo) disse...

Ah, é verdade: faz hoje 6 anos que deixei de fumar ;)

Socrates daSilva disse...

Vasco,
Primeiro, os parabéns pelos seis anos sem fumar! Foi, e é, uma inteligente decisão e corajosa!

És franco, explícito e corajoso nas opiniões que assumes. Com as vantagens e os inconvenientes que tal postura cria. Mas sabes que te admiro por isso. É um perfil raro nos dias que correm.

És como és, eu serei como sou, e cada um é como é. Não sei se por causa dos genes ou do meio que nos talhou. (Também já não me interessa a resposta…)

Já admiti que não consigo mudar o mundo naquilo que de desacertado ele tem. Já não tenho ilusões de que tenha poder sequer para mudar a alguém para melhor, pois descobri, a duras penas, que nem a mim consegui mudar. Por isso resta-me olhar para a vida e, como espectador, pensar, opinar, e tentar acima de tudo estar em paz comigo próprio. E, como actor da minha própria peça teatral, quando algo me transmitir satisfação, quero desfrutar, valorizar e compartilhar tal com quem me apeteça. Quando algo magoar-me e tiver vontade de chorar, ou gritar de raiva, desejo ter alguém sentado ao lado enquanto me escuta/aguenta.

Quando tiveres prazer em escreveres um blogue, fá-lo. Pensa em primeiro lugar nos que gostam de ti e do que escreves. (Sei que sou um dos mais recentes e fisicamente distantes deste grupo, mas também conto, não é?)

Mas, se permites a ousadia de uma opinião, fá-lo essencialmente por ti. Sempre vai existir quem goste e quem não goste. Mas que na tua mente seja bem claro que o que escreves é importante, é bom, é animador, é pertinente, é alegre para muitas pessoas. Esse facto não pode ficar escamoteado.

Não posso deixar passar a tua autocrítica acerca de não escreveres conteúdos significativos. Até parece que todos os blogues que andam por aí são portadores das mais eminentes respostas ao sentido da vida. (A começar pelas pacoviadas que escrevo no meu…)

Não vou argumentar. Vou apenas fazer uma citação:
“Se é verdade que só conciliados connosco e com os outros teremos um poder de resposta algo eficaz, mais inegável será constatar que não é na cristaleira que as verdadeiras lutas são travadas. As verdadeiras conquistas resultam de processos dolorosos, de danos pessoais, de feridas abertas de cicatrização lenta.”
(Acho que sabes onde li esta frase…)

Um abraço grande, meu prezado amigo!

Vasco Matos disse...

:) Obrigado por tudo! Lembra-te sempre daquilo que te disse a propósito da intimidade dos livros/artigos por oposição aos blogues [em geral, deixa lá agora o teu, que não é a ele que me refiro em particular, nem tão pouco ao(s) meu(s)]. E se nos sentirmos mais conciliados connosco sem "blogar"? Abraço!

TUSB disse...

Eu gosto de um bom abraço, e gosto de ser abraçado, mas sou mais timido do que gostava nesse aspecto...

Socrates daSilva disse...

Vasco,
Se não apetece-te “blogar”, não “blogues”. Mais importante que agradar a outros é estar em paz connosco. Sem a mínima dúvida!
(Digo isto sem prejuízo das tuas visitas e comentários ao meu blogue.)
:-)

Abraço!


TUSB,
Já somos dois!

E para vencer a timidez vai aqui um abraço!