sexta-feira, 14 de novembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Prémio

Maurice lembrou-se de atribuir ao Castelo d'Areia um prémio. Muito obrigado!
Creio que com este gesto, além de um bonito desenho, que passará a enriquecer visualmente este blogue, recebo também um ânimo adicional. Por isto, e por tudo, um abraço!
Segundo as regras teria que alistar sete blogues para receberem este galardão. Mas, em virtude de em breve, este blogue ir fazer um ano de existência, guardo para essa altura algumas referencias a blogues que muito prezo e admiro. Pode ser?
Dilema
Os advogados acabaram por desistir da acção judicial interposta, pois as assistentes sociais concluíram que, apesar dos seus 13 anos, Hannah "está perfeitamente consciente das consequências da sua decisão e tem a maturidade suficiente para poder decidir por si própria".
A adolescente, que vive em Marden, na Inglaterra, com a família, sofre de uma estranha forma de leucemia desde os cinco anos.Na tentativa de travar este tipo de cancro, foi submetida a um fortíssimo tratamento de quimioterapia, o qual acabou por lhe atacar o coração e por obrigar, ao implante de um bypass há um ano.
Mas o seu coração já não aguenta tanta pressão e a única solução era submetê-la a um transplante. Ela rejeita essa opção, pois nem assim tinha garantias de continuar viva, necessitando de ser submetida a nova intervenção cirúrgica no espaço de dez anos e a receber tratamento para que o corpo não rejeitasse o novo órgão. Isso, por sua vez, poderia acabar por reavivar a leucemia.
Hannah prefere morrer em casa e, na sua decisão, conta com o total apoio da mãe e do pai. "É óbvio que queremos que ela continue entre nós o máximo tempo possível. Ela passou toda a vida a entrar e a sair de hospitais e decidiu que já chega. Não é uma decisão impulsiva e de maneira alguma definitiva, pois se mudar de opinião, apoiá-la-emos", afirmou o pai da adolescente britânica, Andrew Jones, de 43 anos, auditor de profissão."
(Noticia do DN Online)
sábado, 8 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
O Império do Sol

Este filme pertence ao clube das minhas coisas queridas. Foi um daqueles amores adolescentes que não se esquecem. Emocionei-me com a história do jovem Jim, que vê a sua vida destruída pela invasão japonesa de Xangai. O pesadelo acontece ao perder-se dos seus pais naquela confusão. A odisseia que se segue é dramática na realidade do conflito a que assiste, e ao mesmo tempo, cheia de sonhos e da alegria típica de uma mente juvenil.
É um filme que revejo de vez em quando. Tem uma banda sonora da responsabilidade de John Williams, que é fabulosa na maneira em que complementa os sentimentos despertados em algumas cenas do filme. Inesquecível e sempre arrepiante é o canto do Suo Gan por um coro de crianças no inicio do filme. Para mim, uma das melhores e mais sentidas obras de Steven Spielberg.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Será?...
"Salva-me, ó Deus, pois a água
já me chega ao pescoço.
Estou a afundar-me no lodo profundo,
sem nada que me segure;
vou-me afundando no mais fundo das águas,
e a corrente vai-me arrastando...
Esgotei-me de tanto gritar,
a minha garganta arde
e os meus olhos consomem-se,
esperando pelo meu Deus."
Salmo 69, Antigo Testamento, Bíblia Pastoral
Neste salmo alguém suplica a Deus auxílio perante uma ameaça. Sente-se impotente, sem saída e ninguém o pode ajudar. Na continuação da leitura sobressai a ideia de que a ajuda divina, numa perspectiva de fé inabalável, inevitavelmente chegará. Penso neste tipo de situações. Ter fé.
A vida, à partida, dá condições, oportunidades e trunfos desiguais a cada um. Logo no inicio, sem termos dado sequer um pio! Depois no decorrer da vida, os imprevistos... Quantas pessoas com um bom carácter, e mesmo alguns génios, foram suplantados por autênticas nulidades. Quantos excelentes seres humanos, alguns até grandiosos no seu humanitarismo, tiveram um percurso insignificante, comparado com outros que só em toneladas se podia medir a sua mesquinhez ou até mesmo a maldade.
Perante estas incongruências da vidinha, quando em aflição, não podemos limitar as soluções aos nossos recursos pessoais. Apelamos a quem passa, a quem imaginamos que tenha poder e a tudo o que esteja à mão. Valorizando as nossas emoções, gritamos, se for necessário, a plenos pulmões, prometendo até o impossível em troca de uma ajuda.
Não se trata de discutir se Deus existe ou não. Trata-se de algo mais; chamemos-lhe esperança, espírito de luta, acreditar no triunfo final da justiça ou outra terminologia qualquer. Perante um problema que parece ultrapassar tudo o que somos e temos, acreditarmos que teremos ajuda de alguma força superior, deve ser tremendamente importante! Quando, por vezes, observo pessoas que veementemente asseguram ter na sua vida esse tipo de apoio, invejo-as, no bom sentido.
Pessoalmente não simpatizo com conceitos estremados. Por conseguinte, não creio que tudo depende de nós; mas também não espero exclusivamente que as coisas "caiam do céu". Mas, confesso que já tive o meu tempo de esperar um milagre…
Terei sido menos digno de ajuda do que outros?
Agora quero ver onde as minhas forças me levam para ter respostas, nem que as tenha que arrancar à picareta.
Mas, a algumas horas penso.
Será que alguém estava à espera desta minha atitude para me dar finalmente as respostas?

