sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Tenho saudades de ti.

Sinto a tua falta.

Tenho saudades da cadência dos teus passos, do rumor das tuas chaves, da alegria do teu cumprimento.

Não consigo o que substitua

o calor do teu abraço, o arranhar da tua barba, os arrepios das tuas cócegas.

Faltas…

Que raio de filmes são estes em que não existe a tua cabeça no meu colo? (que bom a minha mão sentir o teu cabelo)

Que sabor pode ter este jantar se não o vens cheirar e dizer (só para me chatear) que perdeste o apetite?

Que noites são estas sem o calor do teu abraço e o compasso da tua respiração?

Sinto-me só.

Sem alguém que me diga que sou preocupado demais, que devo esquecer as chatices do trabalho, que os outros é que não me dão o real valor.

Sem quem me garanta que não sendo perfeito, sou perfeitamente transparente e desejado.

Sem uma pessoa que me dê abanão (se for preciso, um estalo) quando o pânico me quiser dominar.

Continuo a sentir a tua falta.

Que musica pode ser esta se não estás aqui para a compartilhar?

Que praias posso ir sem a marca dos teus pés descalços?

Que castelo visitar onde não tenha que te contar a história dele?

Tenho saudades tuas.

E, (por ironia) tu não as podes sentir de mim.

Se tu não sabes…

4 comentários:

pinguim disse...

Porque não tentas dizer-lhe?
Abraço.

rato do campo disse...

Não é de bom tom, mas vou admiti-lo: chorei ao ler este seu post... Lembrei-me de tanta, tanta, tanta coisa... Abraço, e força! Sei que não ajuda, mas percebo...

socrates dasilva disse...

pinguim,
eu diria, diria.
mas, que fazer quando não se pode ou se tem medo de ser rejeitado?

socrates dasilva disse...

rato do campo,
ser entendido é um privilégio que prezo muito, é uma coisa rara. Se mexi contigo, é porque os meus sentimentos tem alguma consistência.