quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Começo a conhecer-me. Não existo.

Começo a conhecer-me. Não existo.

Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,

ou metade desse intervalo, porque também há vida ...

Sou isso, enfim ...

Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.

Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.

É um universo barato.

(Alvaro de Campos)

4 comentários:

pinguim disse...

Mas tu existes e és a coisa mais preciosa...para ti próprio!
(isto não é egoísmo, é a própria essência vda Vida.
Abraço.

rato do campo disse...

O distanciamento é necessário e essencial a uma perspectiva de alguma forma eficaz. Se nos vemos sempre de dentro das dores, os dados ficam viciados. E é claro que existes, ou então não te questionavas... Abraço!

Oz disse...

Nem sempre é fácil encontar o ponto de equilibrio entre todas as imagens que temos e têm de nós. Mas é um caminho que se aprende a trilhar.
Abraço.

socrates dasilva disse...

pinguim, rato do campo, oz

obrigado