terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Ilhas de Bruma

13 comentários:

pinguim disse...

Depois de ver este vídeo, duas conclusões: as tuas saudades serão imensas; e eu tenho mesmo que ir conhecer as "Ilhas de Bruma".
Abraço amigo.

Tongzhi disse...

Ai que saudade...
Que bom foi rever tanta coisas da minha terra maravilhosa!

Socrates daSilva disse...

Pinguim,

Primeiro, eu sou o homem das saudades por excelência.
Depois, tens mesmo que conheceres os Açores, nem sabes o que perdes...

Abraço!


Tongzhi,
Pois...
A ti que te hei de dizer?

Abraço!

No Limite do Oceano disse...

Pelo menos uma dessas ilhas diz-me muito, não é por acaso que todos os dias penso nela, foi lá que nasci e é lá que guardo as melhores recordações. Crescer numa ilha é algo de diferente, e eu perco todos os dias de não estar lá para respirar a humidade, olhar duma ponta a outra e ver que por mais limites que eu queira encontra naquele oceano, nunca o encontrarei.

Saudades é a melhor palavra que tenho para falar da "minha" ilha de bruma!

Socrates daSilva disse...

Carlos,
Viver nos Açores é algo que não consigo explicar por palavras. Esta música, de tão intensa nos termos que usa, contém uma das minhas definições possiveis:

“nas veias corre-me basalto negro
No coração a ardência das caldeiras
O mar imenso me enche a alma
Tenho verde, tanto verde, tanta esperança.”

Entendo plenamente essa tua saudade…

Abraço!

A Flor do Sul disse...

Nostalgias e saudades fazem bem, né...
Eu tb queria conhecer os Açores...

Socrates daSilva disse...

Flor do Sul,

Nostalgia e saudade são para mim palavras sagradas e agridoces.

Açores? Se tiveres essa hipótese não a percas.

Abraço!

THE THE disse...

em jeito de homenagem ás gentes, ás ilhas, á beleza...

Mors-Amor

Esse negro corcel, cujas passadas
Escuto em sonhos, quando a sombra desce,
E, passando a galope, me aparece
Da noite nas fantásticas estradas,

Donde vem ele? Que regiões sagradas
E terríveis cruzou, que assim parece
Tenebroso e sublime, e lhe estremece
Não sei que horror nas crinas agitadas?

Um cavaleiro de expressão potente,
Formidável, mas plácido, no porte,
Vestido de armadura reluzente,

Cavalga a fera estranha sem temor:
E o corcel negro diz: "Eu sou a Morte!"
Responde o cavaleiro: "Eu sou o Amor!"

Antero de Quental

Um poeta Açoriano

THE THE disse...

GRITOMUDO

Socrates daSilva disse...

The the,

Poema magnifico!
Aquele local é muito inspirador...

Obrigado pela partilha e um abraço!

free_soul disse...

Ilhas....fantásticas...misteriosas...adoro...sinto-me tão bem lá que para mim é a minha terra de eleição...todos os anos desde os 13 anos que vou para lá!!! E cada uma com seu encanto! S. Jorge e sua fajã de bruma...e lapas ao natural!(sabem a mar!) Pico e o chegar ao cume com a pernas quase a tremer e com uma vista pelo grupo Central( que saudades) Faial e o quase morto capelinhos...o escuro em contraste com o azul do mar!!! enfim tanta coisa que me fez lembrar e reviver! Saudades muitas!!!Obrigado!

free_soul disse...

...e...o mau tempo no Canal...e V.Nemésio... e olhar para o Pico do Faial...desculpa mas esqueci-me desta parte!!! Falar dos Açores é difícil para quem não sente os Açores!

Socrates daSilva disse...

Free_soul,
Ai moça o que me foste dizer!

Não resisto a acrescentar: e em São Miguel descer a pé até à Lagoa do Fogo? E saborear um cozido das Furnas? E tomar banho na piscina do Parque Terra Nostra? E na Terceira, ir ao Algar do Carvão? E Assistir a uma tourada à corda? E devorar uma sopa do espírito santo sentado com toda a freguesia no meio da rua? E na Graciosa ir visitar a espantosa caldeira? E ir ao Corvo sentir a vivencia numa ilha com pouco mais de 400 habitantes? E as deslumbrantes quedas de água das Flores?

Que comentário tão belo o teu! Sentes mesmo o “basalto negro a correr-te nas veias”…

Bjs