sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O verdadeiro objectivo dos terroristas

Um relatório do SIS e do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras recentemente revelado, informa que os atentados perpetrados nas cidades de Nova Iorque (11/09/2001) e Madrid (11/03/2004) estavam destinados a ser cometidos, única e exclusivamente, na cidade de Lisboa. Dois terroristas, provenientes de algum lugar do Médio Oriente, chegaram a Lisboa com a firme determinação de executar o "castigo merecido nos infiéis portugueses". Tal castigo nunca pôde ser levado a cabo. Eis a história, até agora desconhecida, dos dois terroristas uma vez chegados ao nosso país:

 

Domingo, 23h47

Chegam ao aeroporto da Portela, vindos da Turquia, e saem do aeroporto com oito horas de atraso depois de conseguirem recuperar as bagagens que estavam perdidas. Apanham um taxi. O taxista vê-os pelo espelho e ao ver a pinta de turistas que tinha, resolve passeá-los por toda a Lisboa durante uma hora e meia. Ao ver que não abriam o bico depois de lhes ser cobrado 200 euros pela tarifa, resolve tramá-los e, por telemóvel, chama um cúmplice que entra no táxi na Rotunda de Algés. Depois de uma carga de porrada e de lhes terem roubado todos os seus pertences, deixam-nos em Monsanto na companhia dos esquilos.

 

Segunda-feira, 8h30

Ao acordar, depois da carga de porrada, conseguem chegar a um Hotel da Segunda Circular. Mais tarde, ao viajarem de carro do hotel para o centro, são confrontados com uma manifestação da Fenprof, em conjunto com uma de funcionários camarários, outra de agricultores do Alentejo juntamente com alguns condutores de tractores do Oeste. Ficaram retidos no trânsito por tempo indeterminado.

 

Segunda-feira, 15h30

Chegam ao Rossio (Por fim!). Precisam de trocar dinheiro para se movimentarem, sem levantar suspeitas. Os seus dólares são trocados por notas de 50 Euros - falsas!!!

 

Segunda-feira, 15h45

Chegados à Portela, tentam embarcar num avião para que o fazerem cair sobre a Ponte 25 de Abril. Os pilotos da TAP estão em greve. Exigem que lhes quadrupliquem o seu ordenado e reduzam as suas horas de trabalho. Os controladores de voo queixam-se do mesmo. O único avião em pista é da Sata Internacional e já tinha 13 horas de atraso em relação à hora prevista da sua partida. O pessoal de terra e os passageiros acampam no aeroporto, gritam palavras de ordem contra o governo e os pilotos. Chega a brigada de intervenção da PSP e distribui paulada por todos os presentes.

 

Segunda-feira, 19h00

Por fim, os ânimos acalmam-se. Dirigem-se ao balcão de uma companhia não identificada e pedem dois bilhetes para o Porto. Sempre com a intenção de o desviar e fazê-lo explodir contra um dos pilares da ponte. Mas o funcionário do balcão vende-lhes bilhetes, apesar do avião já não ter lugar disponíveis. Gastam duas horas a saber o que lhes aconteceu para não conseguirem entrar no avião.

 

Segunda-feira, 21h00

Tendo em conta o avançado da hora, discutem entre si se deverão executar o seu plano ou não. Pois, fazer explodir a ponte e tudo ao seu redor já lhes parece mais uma obra de caridade do que um acto terrorista.

 

Segunda-feira, 21h30

Mortos de fome, vão comer algo no bar do Aeroporto, pedem duas chamuças e rissóis de camarão com salada russa.

 

Terça-feira, 05h35

São finalmente atendidos no Hospital de São José devido a uma “dose de cavalo” de salmonela causada pela salada russa. A recuperação teria sido rápida não fosse o desmoronar do tecto da enfermaria onde estavam, devido a uma infiltração de humidade.

 

Terça-feira seguinte, 19h00

Uma semana depois têm alta do hospital e ao passarem pelo Bairro Alto vêem-se envolvidos numa rixa entre gangs rivais de skins que se unem para lhes dar outra valente sova. Decidem "dar de beber á dor" visto que nada lhes sai de feição. Várias garrafas de “uísque” de Sacavém leva-os outra vez ao hospital com uma infecção por consumo etílico.

 

Quarta-feira, hora incerta

Escondem-se num contentor do primeiro barco que encontram e resolvem fugir do país na esperança de chegar a Marrocos. Com uma ressaca monumental juram não voltar a tentar nada no nosso "abençoado" país. Decidem faze-lo nos EUA, e mais tarde em Espanha, por ser muito mais fácil!


(Recebido por e-mail)

8 comentários:

Tongzhi disse...

eh eh eh
Está delicioso!!!
Há gente sem sorte...

F3lixP disse...

E acabaram por levar um Galo de Barcelos, um Zé Povinho e 4 sacos de pevides impingidos por vendedores de rua persistentes!
lol, mto bom!

pinguim disse...

Um retrato perfeito de como somos...
Acho que posso dormir descansado.
Abraço.

com senso disse...

Está óptimo, dava um magnifico guião para uma série televisiva...
Um abraço

Violeta disse...

Como diz o pinguim, um retrato perfeito.
bjocas

Teresa Queiroz disse...

fantástico ... pois podemos não ter nada de jeito ...mas os ataques não chegam a este cantinho à beira mar plantado ...:)

TUSB disse...

Acho que mesmo se deixassem as bombas nalgum sitio por explodir, eram roubadas, desmontadas e vendidas às peças...

Socrates daSilva disse...

Tongzhi,
Ainda bem que nestas histórias o pessoal sem sorte são sempre os “maus”…
:-)
Abraço!


F3lixP,
:-)))
Que boa imaginação tens para fazer uma continuação da história…
Abraço!


Pinguim,
O retrato está perfeito, mas como é ficção, não podemos dormir assim tão descansados…
:-)
Abraço!


Com senso,
Ainda ninguém se lembrou para uma série; pode ser que a TVI pegue para fazer uma novela com 20 000 episódios!
Abraço!


Violeta,
Somos assim e saibamos rir desse facto!
Bjs


Teresa,
Como diz o povo na sua infinita sabedoria: somos um cantinho do céu!
Bjs


TUSB,
Pois… essa situação também é de prever como possível!
Abraço!