sábado, 28 de março de 2009

Pergunta / Resposta

Perguntam-me.

Gostavas de ser feliz?



Respondo.

Gostava de ser corajoso como a pedra granítica exposta às intempéries e ao passar das eras.

Gostava de ser sincero como a água vítrea que percorre mil curvas entre as pedras polidas do riacho.

Gostava de ser devotado como o sol madrugador a acariciar o musgo das velhas telhas.

Gostava de ser intenso como a semente diminuta lançada ao solo num dia de suor.

Gostava de ser imprevisível como o vento teimoso que faz cabriolar uma folha outonal.

 

 

(não sei se respondi à pergunta…)


8 comentários:

Vasco disse...

Quem faz perguntas dessas anda a jogar duques para apanhar ternos ;) Abraço!

Socrates daSilva disse...

Vasco,
Só tu para me fazeres sorrir...
:-)

Isto são parvoíces minhas, não são perguntas que realmente me façam. Pelo menos até agora!

Abraço!

Tongzhi disse...

Fiquei mais descansado com o esclarecimento que deste "aqui em cima".
Confesso que me interroguei - mas que raio de pergunta?

Socrates daSilva disse...

Tongzhi,
Boa… Mereço!
:-)

Por vezes escrevo num impulso, condicionado por determinadas circunstâncias. Desabafos de mim para mim. Palavras que ficam perdidas e que depois penso que quando se tem um blogue é para ocupar espaço com algumas destas coisas.

Abraço!

Luís Galego disse...

não sei se respondeste à pergunta em concreto, mas que no momento fizeste poesia, disso não tenho quaisquer dúvidas. Um abraço forte

free_soul disse...

Se gostavas de Ser feliz?!Sei que sim... Mas que raio de perguntas nos fazemos a nós proprios?!!! Não ando nesta vida para sofrer a infelicidade dos tempos que me passam por entre as células epiteliais...! Sê feliz meu caro amigo... E ja agora gostei tanto da frase "Gostava de ser imprevisível como o vento teimoso que faz cabriolar uma folha outonal." Eu sou assim tão teimosa como o vento...Um beijo

Violeta disse...

Respondeste sim, emuito bem. Detesto quando as pessoas me perguntam "és feliz?"
A felicidade conjuga-se com o verbo estar e não com o verbo ser. Ninguém feliz sempre, nem sempre infeliz.
Muitas vezes em momentos de infelicidade conseguimos sentir alguma felicidades e vice-versa.
Há muito que naõ sinto aquele estado d egraça d efelicidade, ams não sou infeliz. A felicidade tem uma escala de cinzentos muito grande, entre o preto e o branco...
A felicidade plena, já a senti uma vez, mas foi como o canto do pássaro que só caata uma vez antes de morrer, procurando um espinho bem afiado, aí canta o mais belo canto até que a morte o leve.Vou dormir. Por hoje já não sai nem mais uma linha.

Socrates daSilva disse...

Luis,
Bem hajas pelas tuas simpáticas palavras. Tenta-se escrever o que por vezes nos atravessa a alma. Umas vezes sai melhor, outras vezes não...
Abraço!


Free_soul,
Por vezes somos mesmo mais duros connosco do que os outros. É bem verdade!
Bjs


Violeta,
Primeiro, bem hajas pela hora em que estás a escrever aqui o teu comentário...
A tua observação é verdadeira e muito boa. Fiquei encanatado pela imagem poética que usas para falar sobre o ponto alto da felicidade!
Bjs